Os primeiros relógios alemães foram desenvolvidos em meados do século XVII, precisamente
no ano de 1640, são originários de uma região montanhosa chamada Floresta Negra, no
Sudoeste da Alemanha.
Naquela época, moradores dessa região fabricavam os produtos artesanalmente dentro de
suas casas, em virtude do rigoroso inverno que não permitia praticar outra atividade
comercial. No curto período de verão, eles deixavam suas casas e iam vender suas artes
em toda Europa, Ásia e América.
No ano de 1750, um artesão local, Franz Anton Ketterer, adaptou dois foles ? utensílio
destinado a produzir vento ? ao relógio, para produzir duas notas musicais, originava-se
então o famoso som do cuco.
Aspectos da tradição local são retratados nos relógios, como caças, animais típicos,
lides domésticas (serrador, lenhador, ordenha, etc.) e o próprio pássaro cuco.
Estes relógios, ainda hoje são esculturados artesanalmente em madeira (principalmente
carvalho). Em suas máquinas, a mesma tecnologia empregada no século XVII, com
mecanismos totalmente em bronze (não enferruja) e funcionamento através de pesos.
Além do som do cuco, muito deles possuem músicas e movimentos, fazendo com que esta
arte torne-se ainda mais encantadora.
Muitas pessoas relatam histórias de relógios cucos que atravessaram gerações, pertencentes
a seus avós ou bisavós, tendo a mesma precisão e funcionamento ao longo dos anos.
Estes relógios têm a difícil missão de resgatar conceitos antigamente muito valorizados,
como o trabalho artesanal, a relação com a natureza, a união familiar, e principalmente,
conservar esta tradição e cultura em meio ao desenvolvimento tecnológico sobrenatural
em que vivemos.